O que sou eu sou eu sem meus sonhos dançantes-flutuantes-luminescentes?
Quem sou eu se deixo para lá aqueles sonhos entranhados e enraizados na minha alma ?! Sonhos pequenos, mas grandes. Sonhos irrelevantes, mas cruciais. Sonhos rechaçados, mas imperiosos ao meu ser-ser.
O que eu faço de mim quando o que parece me restar é deixá-los naufragar?
O que fazer se a vida me obriga a sustá-los?!
Desistir? Talvez implique render-me ao que eu não acredito.
Importa resignação não querida e eventualmente necessária em nome de um amor extremo que só tem a mim.
Compreende?
E eu só tenho a mim mesma. Não há mãos imprudentes que se entrelacem com as minhas. Elas não ousariam. E quando ousam, amedrontam-se. Ainda que eu só queira dar amor. Ah, sim! um amor meio torto e a minha maneira: badalado. Reconheço. Admito. Peço perdão. Não adianta. Eu vivo num mundo diferente do MEU mundo interno. Este meu mundo que só pensa sobre sentir.
Ah! Esse revés..Esse desencantamento...Onde guardo-os? Dentro de mim NÃO cabe!
Com quem eu falo sobre o que há de mais hermético em mim?!
Esses meus desejos crônicos de amor ao próximo!
Essa minha esperança que precisa ir embora e permanece à espreita olhando-me com ares de quase-não-certeza!
Olhe-me indubitavelmente, ora!
Arranque os sonhos de uma única vez. Ou apenas transforme-se em fé-crente-confiante-inabalável. Transmute-se numa epopeia.
Andréa Buschinelli
01 de agosto de 2016.
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