quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Estado de quase descobrimento

As pessoas olham as minhas fotografias e acham que sabem algo sobre mim. Soltam frases de efeito sobre companhia e solidão, como se fossem mestras na arte da felicidade, como se soubessem o que me apraz. 
Não sabem. 
Dizem que eu ando só. É verdade que tenho raríssimos amigos.  E tenha andando com o coração a procura de um amor que não se prenda a utilidades (MENTIRA! NÃO PROCURO POR NINGUÉM! rs!)
Não sei amar o raso. A profundidade é minha essência. 
E veja: há lugares não habitados, dificilmente acessíveis e não descobertos dentro de mim mesma. 
Há um mundo inteiro dentro de mim. 
 Descubro-o pouco a pouco. Não tenho pressa. É bom estar assim: em estado de quase descobrimento.
Não sou solitária. Sou só. Todos somos sós.
Mas isso não implica ausência de AMOR. Muito pelo contrário!
O meu coração agora está cheio de amores.
 Amores tão bonitos e coloridos!
Amores por mim mesma. 
Amores pelos próximos que sequer sabem!

Olho-me no espelho e me sinto linda. 
Menina-mulher-borboleta.
 Tenho orgulho das minhas andanças, tropeços e escolhas. 
Descobri que sou toda forte.
E sempre soube que eu era muito sortuda ou abençoada: só não sei qual dos dois...

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