sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Me, myself and I

Chamam-me sonhadora. Talvez este seja o único título que realmente eu queira ter. E o meu nome, minha honra e minha imagem? Perguntam-me tanto! E eu respondo: dane-se! Tenho mais o que sentir! Também tenho mais o que SER. 
E eu quero a cancão, o poema, mas não quero mais o entendimento. Sou incompreensível por natureza: não quero que entendam este meu ritmo, ora acelerado, ora devagar quase parando. O meu ritmo depende do ritmo do coração. E o ritmo é por demais instável  e mutável. 
Sou um aforismo conhecido, mas que não direi. 
Boca fechada não engole sapo. É secreto! 
A equivocidade é a minha lógica.
Nunca quererei me estabilizar. Flutuar é preciso e eu só sei ser sendo e só sei ir indo. E só sei amar amando. Não há outro modo de existência para quem se metamorfoseia de nascença. Anfíbia seria a minha palavra?! A palavra que se transmuta, que se transforma em "facere"? Sim e sim! Sou o próprio gerundio travestido de surpresas, entende?!
EU APOSTO QUE NÃO.





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