Descobriu, então, que não sabia odiar. Apenas amar. O resto era uma indiferença esmagadora, patética, grotesca; que às vezes se travestia de certo despeito.
Deu-se conta de que a raiva que sentira era amor. Amor interrompido.
Surpreendeu-se com a resguarda de um orgulho não querido. Herança de um passado medíocre, mentiroso e frustrado. Pretérito imperfeito que ela mesma impusera-se.
Ficara com decadente aversão sim. O pavor de talvez não enxergar mais ninguém.
E talvez. Apenas porventura: o amor- antes-presente tenha se embargado pelo pretérito imperfeito (quem a entenderia?).
E talvez. Apenas porventura: o amor- antes-presente tenha se embargado pelo pretérito imperfeito (quem a entenderia?).
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