terça-feira, 11 de novembro de 2014

Clarice





Amo com todos os meus sentidos.
De todos os jeitos, trejeitos, defeitos.
Porque o AMOR é assim mesmo: sinestésico.

Amo sem argumentar, ilogicamente, aprioristicamente.
Porque o AMOR não é ciência: prescinde de constatação fática.
É lúdico, mágico.
Já foi escrito nas estrelas há muito tempo.
Amo sem retorno, resposta ou qualquer solução.
Porque o AMOR carece de contrapartidas.
É essencialmente unilateral.
Amo com a sinceridade estampada na testa e com o sorriso mais honesto que posso dar.
Porque o AMOR é merecedor da verdade escancarada. Enxerga quem pode.

Amo porque amo o AMOR, altruisticamente.
 Com a face, a alma e a coragem de quem ama de modo absoluto: sem preocupações.

O medo não está para o AMOR.
É o orgulho que anda de mãos dadas com o temor.
Nunca o AMOR.

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