A saudade é uma vírgula; um "stop" no destino; uma folga na vida; uma interrupção no tempo; um breve intervalo no espaço; um minuto sem respirar.
Assim a sinto:
sempre como um hiato. É um jeito de levar a vida sem pensar que o amanhã pode
não existir por um milhão de motivos - todos distintos.
Suportar a
saudade somente assim. Não consigo viver pensando que, eventualmente, eu não
tenha a oportunidade de por um termo final na saudade que sinto.
Saudade genuína,
factual, real e palpável é mesmo o AMOR que permanece e que anda conosco para
cima e para baixo. Dorme com a gente. Acorda com a gente. Ela está ali
quietinha nos momentos felizes e apreensiva, nos momentos difíceis,
especialmente naqueles em que você tem aquela necessidade absurda de estar
perto do ser que é objeto de tamanho sentimento.
Saudade é um ritual
sagrado e personalíssimo. É
saudade dos olhos que somente você pode enxergar
à sua maneira; do coração que somente você conhece de determinada forma. É
saudade dos sentidos tato, olfato, visão, audição, gustação, que somente você
pode identificar. Porque a saudade é subjetiva: cada um sente diferentemente do
que e de quem sente falta.
Mate a saudade
sempre que puder. Um dos piores sentimentos que podemos experimentar é a
saudade de um tempo que não existiu e não existirá jamais. Não deixe para
depois. NUNCA.

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