quinta-feira, 30 de abril de 2015

SAUDADE



A saudade é uma vírgula; um "stop" no destino; uma folga na vida; uma interrupção no tempo; um breve intervalo no espaço; um minuto sem respirar.
Assim a sinto: sempre como um hiato. É um jeito de levar a vida sem pensar que o amanhã pode não existir por um milhão de motivos - todos distintos.

Suportar a saudade somente assim. Não consigo viver pensando que, eventualmente, eu não tenha a oportunidade de por um termo final na saudade que sinto.

Saudade genuína, factual, real e palpável é mesmo o AMOR que permanece e que anda conosco para cima e para baixo. Dorme com a gente. Acorda com a gente. Ela está ali quietinha nos momentos felizes e apreensiva, nos momentos difíceis, especialmente naqueles em que você tem aquela necessidade absurda de estar perto do ser que é objeto de tamanho sentimento.

Saudade é um ritual sagrado e personalíssimo. É saudade dos olhos que somente você pode enxergar à sua maneira; do coração que somente você conhece de determinada forma. É saudade dos sentidos tato, olfato, visão, audição, gustação, que somente você pode identificar. Porque a saudade é subjetiva: cada um sente diferentemente do que e de quem sente falta.


Mate a saudade sempre que puder. Um dos piores sentimentos que podemos experimentar é a saudade de um tempo que não existiu e não existirá jamais. Não deixe para depois. NUNCA.

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