Teimo
em teimar. Verbalizo quando deveria calar e me calo quando deveria gritar ao
mundo. Sou rebelião, quando deveria ser paz. paraliso quando deveria agir. E
vou por impulso quando deveria raciocinar e frear. É tudo às avessas. Sabe o
que é? Vivo a minha era da mais plena contradição. E tenho todo o direito de
vivê-la. Quem não o tem?! Ser lógica o tempo todo é entediante. Deve ser por
isso que, ainda sem querer e não saber, sou assim, de tempos em tempos: sem
nexo. Não caio na monotonia dessa vida feita de rotinas. Pois que, esse
desconexo nada mais é do que uma adaptação inconsciente, inteligente e
evolutiva que faço para não cair na mesmice, o que pra mim é sinônimo de
infelicidade. A repetição não faz bem para a cabeça. Enferruja a mente. E
pensem o que quiserem a meu respeito: sou eu que respiro por mim. E ponto de
exclamação. Não me venham com pontos, pontos e vírgulas e muito menos
interrogações. Já está aqui, em um só parágrafo, as explicações para quem
interessar: sobre as minhas mudanças repentinas.
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