Viver exige manha, malícia, traquejo. Exige esperteza boa, práxis e compreensão das entrelinhas que o outro nos deixa.
Viver exige o entender das aspas não marcadas, dos pontos finais disfarçados de reticências. Captar a suspensão da melodia frásica não é fácil, imagine a pausa absoluta?! Que de pausa não tem nada!
Viver exige enfrentar o medo das contradições, obscuridades e omissões do ser humano. Na vida, só cabem embargos de declaração para o tal Poder Superior. Quem sabe Ele mostre o caminho?! E supra as lacunas do nosso viver?!
Viver exige coragem para não perder a fé no próprio homem diante de tantas desonestidades, injustiças e até maldades. Manter o coração limpo diante da constatação de que o ser humano é quase sempre absolutamente utilitarista é um ato extremo de AMOR ao próximo.
No final das contas, VIVER MESMO É UM ATO EXTREMO. O resto é "subviver", sobreviver, pseudoviver ou até mesmo não viver.
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