ERA TUDO MENTIRA
Disseram-me que eu era burra em matemática e que meu linguajar
poético era pobre. Eu deveria aceitar a mediocridade.
Disseram-me que eu era péssima em artes, em dança, música
ou esportes. Eu deveria não tentar arriscar-me.
Disseram-me que eu estava fora do padrão esteticamente, que meu nariz não combinava com o
meu rosto. Eu deveria transformar-me.
Disseram-me que eu era louca, que eu não poderia chorar e
gritar e espernear se eu sentisse dor. Eu deveria ficar calada. Ou chorar baixíssimo
como a maioria faz.
Disseram que os meus sonhos eram tolos e impossíveis. Eu
deveria abrir mão deles.
Disseram que a minha sensibilidade era frescura ou vitimismo
de uma moça boba sem sal e sem açúcar. Eu deveria modificar-me em ser que pouco
sente ou que pelo menos mostra pouco o que sente.Pois é assim que a maioria é ou
age.
Disseram-me que eu era infeliz por não seguir estatísticas,
tabelas, modelos e paradigmas. Eu deveria seguir os padrões de comportamento.
Disseram-me ainda que era uma moça rude e imbecil por
acreditar que não se precisava de muito para ser feliz. Eu deveria dar mais importância
ao dinheiro.
ERA TUDO MENTIRA. LOROTA. BALELA.
ERA TUDO PRETEXTO PARA QUE EU NÃO FOSSE EU MESMA.
POIS AO SER EU MESMA, EU QUEBRO O “STATUS QUO”, EU NADO
CONTRA A MARÉ, EU LUTO PELA JUSTIÇA, EU SONHO COM A IGUALDADE E EU REALIZO A
ESPERANÇA.
E, TUDO ISSO NÃO É PERDOÁVEL.
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