sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Como escolher quando não há escolha.



Como escolher:
entre o roto e o esfarrapado?
entre o sujo e o mal lavado?
entre o corrupto e o desonesto?
entre o velho e o arcaico?
entre o perverso e o infame?
entre o custoso e o espinhoso?
entre a política do café com leite e a ditadura?
Há escolha válida, justa, apropriada, veraz?!
Pior: existe sensatez quando não tenho possibilidade, alternativa, vez, caminho, opção, vicissitude?
Desculpem-me. Não lavei minhas mãos e tenho certeza absoluta disso.
Não vou escolher. Não posso escolher entre o "menos pior". Isto não existe na Língua Portuguesa e nem na vida real.
Não há qualquer discernimento nestas escolhas (para quem pensa como eu).
É contra meu estado de espírito escolher entre iguais. Iguais são iguais e ponto final.

Andréa Buschinelli

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