domingo, 31 de dezembro de 2017

2018

Bloqueio. Esquecimento?! Meu racional superando o emocional?! Eu pedi por isso muitas vezes, contudo, não era sério. Eu estava triste. Eu quero ser sempre emoção, entende? Dane-se o que os outros pensam ou acham de mim. Se escolhi o caminho do coração É PORQUE EU QUIS. PONTO FINAL. Ninguém precisa entender. Então hoje faço um pedido: Poder Superior, eu não quero ser diferente. Eu não quero que as minhas ideias e sentimentos sejam sabotados por mim mesma por essa pretensa e idiota mania de querer corresponder às expectativas de quem eu amo e amei. Eu sou forte e sei lidar sozinha com crises. Você, Poder Superior, sabe disso. Sabe que lágrimas são as correntezas de um rio bravo. Estou em pé. Mais forte. Mais brava. Mais sensível. Mais amorosa. Mais corajosa. Mais pronta. Dê-me o que é meu. Enfrentarei.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Crush



Palavra contemporânea. Mas e eu? Sequer cheguei no Realismo. Vivo nas canções de amor e amigo. Uma trovadoresca. Florbela medieval. Clarice, minha amiga de ideais. Cecília contando parte de minha vida sem saber... E eu sendo... E eu indo... E eu amando... E eu virando  cacto e lua, deserto e estrela, furia e sensibilidade. Contradições.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Eu menti...

Então eu menti quando disse que estava ocupada. Menti mesmo. Sem dó, piedade ou peso na consciência. Eu estava cansada. Cansada de gente. Cansada do desamor  e desse inflado orgulho humano.

Eu menti e disse que estava ocupada, mas não como a maioria das pessoas costumam mentir por aí. E nem estava ocupada no sentido normal da palavra.

Eu estava ocupada pensando irracionalmente.
Eu estava ocupada tomando folêgo.
Eu estava ocupada dizendo a mim mesma que eu ficaria bem, que tudo daria certo pela milésima vez na vida. Pois é isso que faço.
Eu estava ocupada procurando pela minha paz interna.
Eu estava ocupada sendo eu...

Tenho que pedir desculpas por mentir desse jeito? Por dizer que estava ocupada?
Não e não!
E olhe: talvez eu ainda esteja muito ocupada.


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

SÚPLICAS DE UM AMOR EM EXTINÇÃO

Ela queria ser atingida por uma estrela. (Quem aqui vos fala é o AMOR dela. O AMOR que já foi dela)

Quando atravessava as ruas, pensava que queria ser atropelada por uma estrela como se é atropelada por um carro. Mas os carros nem a viam como deveriam.


 Parece que ela é neutra externamente. Mas ela não é. Ela pode ser tudo, menos neutra. Porque seus brincos de pérola falsos parecem de verdade e não permitiriam que ela fosse atropelada. Nem seu rosto de menina-mulher, quase triste, quase feliz. Nem Deus permitiria tamanho horror, se Ele existe.

Não poderia ser um raio. Teria que ser uma estrela. Porque estrelas são bonitas, brilhantes, não dão choque. Não matam.
Dizem que quando estamos vendo as estrelas, elas já podem ter morrido.

Dizem também que algumas estrelas se contraem, se encolhem e viram um buraco negro. Que triste isso. 

Mas há quem diga que quando se fragmentam, dão origem a várias outras estrelinhas.

É por uma dessas estrelas que ela pedia para ser atingida. Bem no meio do peito. Um estrondo. Ela cairia. Levantaria em seguida. E teria um coração estrelado. Sairia cantando como uma doida varrida sem se importar.

 Ela realmente não se importa com o que acham dela, salvo exceções (pessoas que ela guarda no peito).

Ela se importa com outras coisas que não me cabe falar. Coisas que a deixam triste. Coisas do mundo que a fazem chorar. E este AMOR não lhe dá mais as mãos e nem as palavras. Essas são as últimas palavras desse AMOR que ela tanto acreditou. E, por isso, por ela ter sido tão crente, esse AMOR escreve essa carta como decreto de extinção e como pedido para que ela se salve como sabe.

Coração estrelado chegue até a ela, do jeito que for. São SÚPLICAS de um AMOR em vias de extinção. Desse jeito, tristeza nenhuma terá espaço em seu coração. Ela não lembrará dos tempos perdidos, das pessoas que se foram, das saudades que não podem ser mais matadas. Não haverá lugar para a desesperança nas pessoas que conhece e que a rodeiam.

Desesperança nas pessoas que conhece e a rodeiam. Ela merece? Este AMOR diz que não veemente. Mas quem é ele, que nem ao menos mostra sua cara e vai embora com ares de sabichão!?  Não tem moral, portanto.

Mas este AMOR fala, não se cala. Ainda que não se mostre e que esteja fechando uma porta. É seu dever salvá-la. É seu dever abrir-lhe uma janela.

Buracos negros ela já tem. Mas não no coração. Na sua própria história. Na sua vida. Pelo jeito desajeitado que tem para este mundo no qual nasceu: sensível, crente, boba, boa.

Desacreditada por esse mundo-cão. Ela é. Mas esse AMOR já a viu por dentro e crê na sua força absolutamente. Essas são AFIRMAÇOES de um AMOR, que a conhece, que a estima, que sabe quem ela é de corpo e alma. Um AMOR que foi levado por esse mesmo mundo cão.

UM AMOR
QUE um dia se inspirou completamente e absolutamente nela.


Rescrito em 14 de agosto de 2017.


08 de setembro de 2014


Andréa Buschinelli

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Coragem

Coragem, querido coração!
Para aceitar o desamor e suas consequências.
Para continuar crente num mundo de omissões e mentiras que lavam  a alma alheia.
Continue sincero! Fale quando quiser! Desculpe os seus instintos!
Coragem SEMPRE!
Para enfrentar suas próprias sabotagens!
Coragem para levar felicidade aonde não há mais!
Coragem para ser luz onde é escuridão! Coragem para cumprir suas missões!
Coragem, querido coração! Para ser honesto!
Não perca sua fé nas pessoas, querido coração! Não faça isso, ok?!
Prometa-me!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Manifesto do AMOR

MANIFESTO DA ANTROPOFAGIA AMOROSA






Só o AMOR nos une. E o desamor também. Socialmente e economicamente?  Lógico! O que é um amor classe “a”, ”b” ou “c”?! Todos querem um amor classe “a”, com Mercedes no coração e títulos acadêmicos na garagem! Amor classe “c”? Opa! Esse é um amor para raros. É para quem acredita em dividir um lar! Filosoficamente?  Talvez o amor incondicional seja a única lei pura do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos e de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

“Tupi, or not tupi” voltou a ser uma questão. Ou nunca deixou ser. Mas o sentido contemporâneo dela seria “ter ou não ter?”.  Estamos todos fatigados de todas as pessoas pseudoreligiosas?! Ou não estamos?! As que vão às Igrejas e fingem orar; mas não honram as próprias calças. Mentem!   E Freud não resolveu o enigma!  Apenas o apontou: mundo interior e exterior ainda são indecifráveis.

Mas vamos lá! Isso é um manifesto, não uma confissão! Qual a grande hipocrisia do amor? Respondo negativamente. A grande hipocrisia do amor é não ser hipócrita num mundo adorado ferozmente pelo consumo. Uma figura de linguagem, por favor! No país da cobiça. No país do academicismo. No país da tortura. Foi porque nunca tivemos origens?! E o sentido das palavras cultura,  conhecimento e liberdade? Continuamos preguiçosos no amor, no desamor, na economia, na política, na história e na geografia?!  Não temos consciência amorosa, filosófica e social em sentido amplo?! Será que as importamos também? (Deixo de lado a economia, pois ela precisa de um tratado, não de um manifesto)! Será que o amor e o desamor seguem a linha da Literatura e da História?! Ah! Seguem! Caraca! Sem nós a Europa não teria sequer aquela declaração dos direitos do homem! Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à revolução Surrealista, à revolução socialista e seus mil contrapontos ao capitalismo maluco e selvagem. 

Caminhamos. Ou não. Nunca fomos catequizados para o AMOR. Fato. Nunca nos ensinaram a amar. Tão poucas palavras de amor, de solidariedade e de empatia. Mas ensinaram-nos a ganância e o desamor. E AS MENTIRAS! Vivemos através de indiferenças!  Vimos o holocausto. Vimos Canudos. Eu vi Sertânia e seus arredores.  Então aqui vai o manifesto: contra os românticos! Eles apenas importaram um ideal. Não houve espírito e alma e coração!  A gente precisa aprender a amar e desamar! Não como os europeus e sua literatura, ou os americanos e seus filmes!  Mas como habitantes desta terra de corpo e alma. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica para quase todos nós! Para compreender o que precisamos deglutir, engolir, vomitar, beber, cheirar! 

Antropofagia. Comer o irreal, a mentira, a família doriana, a normalidade, o rodinário, as ideias prontas e o amor fácil que não existe.  E aprender a reconhecer: o abraço difícil e  o beijo na testa. A transformação permanente para sempre, pois a vida é mesmo redundante.

 Contra o mundo retrógrado que não aceita todas as formas de amor. AMOR É AMOR.  Precisamos cadaverizar nossos preconceitos. Matá-los. Enterrá-los com força e fé.  Oswald continua correto: o indivíduo é vítima do sistema, odeia e é dominado.  Ele é fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores, do coração mesmo. Ele é o desamor. Esqueceu-se do amor. Antropofagia ao desamor. Eis o que todos nós precisamos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Amanhã há de ser outro dia

Solidão: não posso escrever você. Sozinha onde os sonhos se perderam e se quebraram. Sozinha onde eu sou a fortaleza que preciso ser. Travada. Palavras. Fé do lado  esquerdo. E vá para longe de mim: eu não quero me machucar. Reclusão. Prisão.O vinho, a visão e os meus livros. Meu cabelo diferente. Os segredos que contei. Meus diários e poemas e coração. Julgamentos. Saídas. Idas sem voltas. Não. Saia de perto. Porque quando chegar a noite  e eu não conseguir dormir: minha consciência estará perfeita. Mas por favor entenda o AMOR. Eu prometo a você hoje e por escrito: amanhã há de ser outro dia. E o AMOR resplandecerá. Bonito como ele só.