sábado, 23 de abril de 2016
Rima pobre barata escassa
Eu vivo em tempos fluídos líquidos solvíveis.
Um coração vale menos do que uma promoção.
Uma oração não me chega a alma doída doida.
Um pedido virou imploração-humilhação.
A rima barata pobre escassa é o que combina com a minha total falta de imaginação.
Passado não vivido mentido.
Presente medroso medíocre.
Futuro cego que sequer pode fazer planos. Planos são para mulheres certas. Incerteza é a minha face.
Compreensão? Talvez exista. Mas não a vejo. Não a sinto. Não pego mais em nenhuma mão.
Esperança passou e não ficou.
Força ainda há. Não por mim. Por outros. Pela minha missão.
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