Prefiro
a sinceridade ao medo velado, a hipocrisia enrustida.
Prefiro a sinceridade a covardia que cala a alma, a obviedade fabricada com
arrogância.
Prefiro aquela verdade, que dói em quem tiver que doer - inclusive em mim - a mentira efêmera que teima em omitir.
A verdade é a resposta para quem deseja um coração honesto que fala mais do que
deveria, que deveras se expõe de tanto gritar alto para ser compreendido.
O verdadeiro não ludibria por subterfúgios. Alimenta-se pela ousadia de ser
transparente em um mundo no qual a maioria se veste de máscaras e se impõe
prisões pelo puro fato de não querer jogar limpo. Ou de não poder. Ou mesmo de não saber jogar limpo, pois o coração fora corrompido quando nasceu a noção de caráter - hipótese mais triste.
No final das contas, não ser real é a ausência - muito bem sentida - da coragem e da LIBERDADE DE SER.
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