segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Você é a felicidade


A felicidade é assim mesmo: fútil. 

A felicidade é o laço azul de bolinhas pretas que você usa na cabeça como se fosse uma menina. É quando você canta desafinada no meio da rua e ri sozinha das pessoas te olhando.

É quando você dança desengonçada na frente do espelho e seu filho não aguenta de tanto gargalhar.

Você não é o fardo. Você não é a leveza. Você não é Tereza, Tomas, Sabina! Pois você não é um livro! Erraram-te! Apontaram-te os adjetivos errados.

Você é a felicidade! Você é a felicidade quando coloca seus óculos de plástico rosa para ler cartas e poemas. Quando usa suas saias floridas de hippie ou quando sai com sua sandália gladiadora zombada por todos. 

Você é a felicidade quando usa gliter no olho e coloca penas na cabeça! E quando sopra cata-ventos...

Você é a felicidade quando come  chocolote às 5 da matina como se fosse a melhor refeição de todas. E come torta de morango antes do almoço...

FELICIDADE É VOCÊ, SWEET!
V

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Eu me desculpo

  


Eu me desculpo por ser tapada e por acreditar em tudo que eu escuto.

Eu me desculpo por passar noites em claro, expiando minha culpa, meus erros, fracassos, tropeços.

Eu me desculpo por magoar aqueles que amo quando meu coração está esmagado.

Eu me desculpo por ser uma exaltada violenta, uma maluca intempestiva, um cacto.

Eu me desculpo por crer absolutamente no AMOR, por achar que ele me salvaria, por ser cega, burra, estúpida.

Eu me desculpo por ser uma sonhadora, por acreditar que o meu coração é o que vale a pena.

Eu me desculpo por escrever poemas péssimos, que talvez só inflem orgulho e não sejam entendidos em sua infinitude.

Deus, você me perdoa por ser tão crente sempre?


Eu me desculpo mesmo. Sou apenas uma menina que procura um abrigo de verdade, construído solidamente. Que seja forte o suficiente para aguentar tempestades e que seja doce o bastante para se reconstruir.

E eu só desculpo a mim mesma. Mereço desculpas.
 Nao peço mais desculpas pelo que sou e pelo que tenho de bom.



segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A volta do sol

Quando o sol volta, eu deito no colo de Deus, pego na mãozinha do sol e durmo nos sonhos dele. O sol me faz o melhor carinho do mundo.
E assim recupero a capacidade de me encantar...de amar ao extremo...e não me preocupo com mais nada, com exceção do solzinho feliz!
Eu, mãe! Eu, absolutamente mãe!

domingo, 6 de novembro de 2016

Procurando por Deus

Então eu procurei o Deus: o Deus que me ocupa absolutamente em determinados momentos; o Deus que se ausenta de mim em tantas outras vezes. Será que fujo do Deus por não aguentar o que há de mais humano em mim ?! Será que é porque preciso de alguém que não haja como uma acusadora-julgadora por ciúmes, orgulho e vaidade? Eu sou uma pecadora que busca a rendeção em todos os lugares, mas só a encontra no Amor. Eu perquiro o Amor em toda circunstância, mas ele não me responde. Talvez porque o Amor não permita indagações, suspeitas e medos. Assim como deve ser  o  Deus. O crente inabalável crê em devaneios. Mas eu  não sei se posso continuar ignorando a realidade que me rodeia. Não sei mesmo. 

Deus: procure-me por mim. 

Amor: ache-me.